O Projeto
O que é
Valorização de Biorresíduos – compostagem Doméstica e Comunitária
Na área de intervenção da RESIALENTEJO recolhem-se aproximadamente 47 mil toneladas de resíduos por ano. Dessa quantidade global, cerca de 41% – o equivalente a quase 17 mil toneladas – são biorresíduos. Isto significa que, em média, cada pessoa produz 210kg de biorresíduos por ano. Estes resíduos são valorizáveis. Podem ser separados e aproveitados através da compostagem doméstica ou comunitária, numa medida complementar à recolha seletiva que será obrigatória em Portugal a partir de 2023.
Assim, a RESIALENTEJO, numa parceria com os municípios de Barrancos, Beja, Castro Verde, Mértola, Moura, Ourique e Serpa, está a implementar um projeto que visa incentivar o alargamento da atual rede de compostagem doméstica e a prática de compostagem comunitária, como forma de valorização dos biorresíduos.
Como funciona
Compostagem Doméstica
A pessoa aderente deve ter um espaço exterior na sua habitação com uma zona de terra batida, preferencialmente à sombra.
Ao aderir ao projeto é-lhe entregue um compostor doméstico com capacidade para 360 litros e as medidas de 72,5 cm X 72,5 cm X 100 cm. Deve depois separar os resíduos orgânicos, depositá-los no compostor, acompanhar o processo de compostagem e utilizar o composto produzido nos seus vasos, sementeiras, hortas ou jardins.
Se reside num dos seguintes concelhos pode aderir à compostagem doméstica:
- Barrancos
- Beja
- Castro Verde
- Moura
- Ourique
A adesão à compostagem doméstica implica que:
- participe num workshop de compostagem promovido pela RESIALENTEJO na sua área de residência;
- assine um termo de responsabilidade aquando da aceitação do compostor doméstico;
- devolva o compostor doméstico em bom estado de conservação se desistir do projeto;
- aceite participar em ações de monitorização, enviando fotografias regulares do processo de compostagem ou permitindo o contacto por parte da equipa técnica do projeto.
Compostagem Comunitária
O compostor comunitário encontra-se localizado numa área de acesso público, estando a sua gestão a cargo de uma equipa técnica.
A pessoa aderente ao projeto recebe um pequeno contentor com capacidade para 10 litros (tamanho: 29 cm de altura por 20 cm de largura) e uma chave de acesso ao compostor comunitário implementado na área de residência.
Depois basta fazer a separação dos biorresíduos em casa, com recurso ao contentor fornecido, e depositá-los no compostor comunitário. O composto produzido é entregue gratuitamente a quem o solicitar e utilizado para fertilizar os espaços públicos.
Pode aderir à compostagem comunitária em:
- Barrancos
- Castro Verde
- Mértola
- Moura
- Ourique
- Serpa
Os concelhos de Almodôvar e Ourique não se encontram, de momento, abrangidos pelo projeto de compostagem comunitária.
A adesão à compostagem comunitária implica que:
- participe num workshop de compostagem promovido pela RESIALENTEJO na sua área de residência;
- assine um termo de responsabilidade aquando da aceitação do contentor e da da chave do compostor comunitário;
- devolva o contentor e a chave do compostor comunitário se desistir do projeto;
- aceite participar em ações de monitorização, enviando fotografias regulares da separação de biorresíduos e depósito no compostor comunitário ou permitindo o contacto por parte da equipa técnica do projeto.
Vantagens do projeto
Ao participar na valorização de biorresíduos, aderindo à compostagem doméstica ou comunitária, está, com um gesto simples e sem custos, a contribuir para:
Reduzir o desperdício
Ao utilizar os biorresíduos para compostagem está a valorizá-los e a reduzir a quantidade de lixo enviada para aterro.
Produzir adubo natural
O composto que resulta do processo de compostagem é um adubo natural, benéfico para os solos da sua horta ou jardim, sendo uma excelente alternativa aos fertilizantes químicos. Para além de ajudar a recuperar a fertilidade do solo, melhora a retenção da água e a entrega de nutrientes às plantas.
Diminuir a pegada ecológica
Ao reduzir a quantidade de lixo que é necessário transportar para aterro está a contribuir para a diminuição das emissões de gases com efeito de estufa e do consumo de combustíveis fósseis.
Contribuir para uma economia circular
Ao compostar os biorresíduos está a devolver ao solo, em forma de composto, a matéria orgânica que deu origem aos alimentos consumidos.